

Crítica sobre o filme "Acossado" (1959)
Por Emerson Santos
Acossado (1959) é um filme clássico do movimento cinematográfico da década de 60 (Nouvelle Vague). Possui em sua essência uma pontual característica deste movimento que é o corte das cenas no eixo, sendo assim, um estilo preferencial do diretor Jean-Luc Godard que já fez filmes como Alphaville (1965) e Week-end (1968). A fotografia é bem interessante do ponto de vista estrutural e não simplesmente espacial, ou seja, com enfoque em cenários maravilhosos e exorbitantes que chamem a atenção do público. O longa gira em torno da perseguição da polícia por Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo), após roubar um carro e matar um policial e que se envolve com a personagem Patricia Franchisi (Jean Seberg) a qual, submete-se a escondê-lo.
O filme possui uma narrativa lenta, forçando a momentos de inconstâncias por lacunas presentes no desenrolar da trama, e que por sinal, dá a impressão de que algo está faltando ou uma certa falta de preenchimento de fatos correntes. O trabalho de edição do filme corre por conta da leveza e descontração da história. Para quem não conhece a estrutura funcional dos filmes de Godard, pode achá-lo chato e pouco instigante em se tratando de um filme policial francês.
A história e o seu desenrolar não causa ao telespectador tanta ansiedade por não possuir um conteúdo provocante, visto que, os momentos de adrenalina só são inseridos no desfecho da trama. Não amarra fatos e questões inquietantes de cunho misterioso, talvez, isso seja fruto do jogo de câmera. Como todo bom filme francês ele tem o seu charme particular, e a sua cena final remete ao próprio título, um homem perseguido, caçado, encurralado.
Por Emerson Santos
Acossado (1959) é um filme clássico do movimento cinematográfico da década de 60 (Nouvelle Vague). Possui em sua essência uma pontual característica deste movimento que é o corte das cenas no eixo, sendo assim, um estilo preferencial do diretor Jean-Luc Godard que já fez filmes como Alphaville (1965) e Week-end (1968). A fotografia é bem interessante do ponto de vista estrutural e não simplesmente espacial, ou seja, com enfoque em cenários maravilhosos e exorbitantes que chamem a atenção do público. O longa gira em torno da perseguição da polícia por Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo), após roubar um carro e matar um policial e que se envolve com a personagem Patricia Franchisi (Jean Seberg) a qual, submete-se a escondê-lo.
O filme possui uma narrativa lenta, forçando a momentos de inconstâncias por lacunas presentes no desenrolar da trama, e que por sinal, dá a impressão de que algo está faltando ou uma certa falta de preenchimento de fatos correntes. O trabalho de edição do filme corre por conta da leveza e descontração da história. Para quem não conhece a estrutura funcional dos filmes de Godard, pode achá-lo chato e pouco instigante em se tratando de um filme policial francês.
A história e o seu desenrolar não causa ao telespectador tanta ansiedade por não possuir um conteúdo provocante, visto que, os momentos de adrenalina só são inseridos no desfecho da trama. Não amarra fatos e questões inquietantes de cunho misterioso, talvez, isso seja fruto do jogo de câmera. Como todo bom filme francês ele tem o seu charme particular, e a sua cena final remete ao próprio título, um homem perseguido, caçado, encurralado.
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